25 de fevereiro de 1941. Nasce Francisco Canuto de Carvalho, ou, simplesmente o “Medeirinha” (apelido que lhe foi dado devido à semelhança de personalidade com seu avô materno, conhecido por Medeira). Independência, no Ceará, foi o local escolhido por Deus, no qual Manoel Canuto e Maria Loyola deram à luz ao seu nono filho. Nessa época, também já faziam parte da família Graciano, João, Nelzim, Juvenal, Mocinha, Ivonildes, Iracy, Ilça e Marineuza. Logo em seguida, Medeirinha ganharia mais um irmão, apelidado de “Dotô” e perderia sua mãe no parto deste. Desde a sua infância, logo mostrou a que veio. Corajoso e trabalhador, ajudava seus pais e seus irmãos na criação de animais e plantações. O tempo foi passando, e Medeirinha, juntamente com seu irmão João, resolveu ir além das fronteiras do Ceará e o destino cuidou de traze-los ao Piauí, mais precisamente para trabalhar, dentre diversas outras coisas, com a venda de tecidos no povoado São João, hoje terras pertencentes ao município de Boa Hora. Assim que chegou, logo de cara, ainda em comboio, avistou uma farinhada com várias moças, do jeito que ele gostava. Proseador como era, tratou logo de se aproximar e puxar uma boa conversa. Ali também, para sua surpresa, logo uma moça lhe encheu os olhos. Era a jovem Mercedes, sua futura esposa e mãe de seus filhos, na época com apenas 13 anos. Nasceu então uma paquera e Medeirinha sempre dizia a Mercedes: “Bichinha, vou te esperar”. E ela, já interessada no sedutor rapaz, confirmava: “Pode esperar”. Um namoro escondido foi ligeiro surgiu e, de inúmeras danças e “levanta-poeiras” nos salões de festas e idas, aparentemente desinteressadas, na quitanda, nasceu um amor que nada mais poderia separar. Então, quando Mercedes completou 16 anos, os dois planejaram uma ida aos festejos de Capitão de Campos. Ali tudo se concretizaria. Como Medeirinha era avexado, casou logo mesmo, não teve jeito. Numa cerimônia para dois e poucas testemunhas aconteceu o casório. A lua-de-mel foi
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Já faz 1 ano...
Como o tempo passa rápido...hoje já faz um ano do falecimento do meu sogro, Seu Medeiros. Uma coisa que infelizmente comprovei é o quanto analisamos melhor a grandeza das pessoas depois que elas partem para uma vida eterna. Já admirava bastante a personalidade do meu sogro desde quando o conheci e ficava admirada, sempre que ia em Boa Hora, de como ele gostava de ajudar e como as pessoas sempre podiam contar com ele, além do respeito adquirido pelo mesmo na região. E achava muito bonito tudo aquilo. Mas no dia que ele faleceu é que pude perceber a imensidão de todas as ações dele em favor do próximo. Era tanta gente que sofria de verdade, além da família, pessoas que o tinham como um pai, como um grande amigo. E a partir daí, minha admiração cresceu ainda mais. Sei também do grande amor que o Ernandio sentia pelo pai. Sem dúvida, era e é a pessoa que ele mais ama. E não é para menos. Hoje, só posso é pedir a Deus que dê o descanso e a paz necessária para ele, que soube viver muito bem o amor ao próximo.
Fiz essa mensagem, que também é uma história de vida dele, para a missa de sétimo dia.
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